Em declarações à Lusa, Ana Mendes Godinho, que seguiu esta terça-feira para Maputo para uma visita de dois dias a Moçambique, com o objectivo de internacionalizar o Programa Revive, relativamente ao património histórico com ligação à lusofonia, disse que o acordo de cooperação entre Portugal e a África do Sul “está muitíssimo bem encaminhado, além de que assumi aqui com a minha homóloga que era também um sinal de aproximação política entre dois países que são países de boa esperança, aproveitando precisamente aqui a imagem do Cabo da Boa Esperança”.
A governante salientou que esta primeira visita à África do Sul resulta de uma aposta que Portugal tem feito na diversificação de mercados e em estar presente nomeadamente em países onde existe “uma comunidade portuguesa tão significativa como é o caso da África do Sul”.
A governante portuguesa salientou que entre as matérias prioritárias da parte dos dois países, contam-se acções de intercâmbio de alunos, permitindo aos estudantes da África do Sul poderem ter acções de formação em gastronomia e enoturimo em Portugal.
Na Cidade do Cabo, Ana Mendes Godinho reuniu-se com a vice-ministra do Turismo da África do Sul, Elizebeth Thabethe, e teve encontros com investidores, a quem apresentou o programa Revive, operadores turísticos e agências de viagem, para promover Portugal como “cada vez mais como um destino que é um bom destino para visitar, investir, viver e também para estudar”, e reuniu-se com a comunidade portuguesa naquele país africano.
Segundo a governante, “há uma crescente procura dos sul-africanos por Portugal” que considerou ser “um destino claramente emergente” para a África do Sul pós-apartheid. “Tivémos cerca de 25.000 turistas sul-africanos em Portugal em 2018, um número que tem crescido significativamente nos últimos anos”.
A missão à Cidade do Cabo integrou o Turismo de Portugal, as entidades regionais de turismo em Portugal, a Vini Portugal, a Associação da Rotas dos Vinhos e a Associação dos Municípios dos Vinhos Portugueses.